Mudar começa no desconforto
É difícil tomarmos consciência de que já não cabemos. Primeiro vem o desconforto, os sinais de insatisfação, a negação e, na sequência, a sensação de fracasso. É doloroso admitir, aceitar os julgamentos, as indagações de quem não está na sua pele.
Você escolhe romper um ciclo e ouve as pessoas perguntando, abismadas, o porquê de desistir. Como se escolher um novo rumo fosse sinal de fraqueza. Saber a hora de colocar um ponto final não é desistir. É se dar prioridade. É reconhecer a sua verdade e parar de insistir no que já não faz seus olhos brilharem.
Quanto mais você aprende sobre si mesmo, mais claros se desenham seus limites, mais evidentes ficam as razões do seu sim e do seu não. A partir daí, as decisões deixam de ser um peso.
Elas passam a ser paz.
💥 DESTAQUE DA SEMANA 💥
Polilaminina: o que se sabe até agora sobre a substância que promete devolver movimentos após lesão medular
A polilaminina ganhou destaque nas redes como possível avanço brasileiro no tratamento de lesões medulares. Desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro sob liderança de Tatiana Coelho de Sampaio, em parceria com a farmacêutica Cristália, a substância deriva da laminina e é aplicada na área lesionada para formar uma “ponte” microscópica que pode estimular a reconexão dos neurônios.
Desde 2018, seis pacientes com lesão completa receberam a aplicação experimental, e cinco apresentaram recuperação parcial de movimentos, segundo os dados divulgados. Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou um estudo clínico de fase 1 para avaliar apenas a segurança do método. A eficácia ainda não foi comprovada, e especialistas lembram que parte das melhoras pode ocorrer de forma espontânea, sem relação direta com a substância.
🤖 Inteligência artificial
App brasileiro usa IA para apoiar crianças neurodivergentes
Uma tecnologia criada no Espírito Santo para apoiar crianças neurodivergentes vem ganhando projeção internacional. O aplicativo Jade usa inteligência artificial para analisar o comportamento infantil em jogos e orientar intervenções pedagógicas e clínicas. A plataforma reúne cerca de 200 mil crianças, está presente em 650 escolas e instituições e alcança 179 países.
Criado por Ronaldo Cohin, em parceria com a neuropsicóloga Joice Andrade, o app gera mapas cognitivos individuais e identifica funções executivas que precisam de estímulo, como atenção, memória e flexibilidade mental. Segundo a empresa, usuários apresentam evolução 42% mais rápida nessas habilidades. Hoje, a Jade é usada principalmente por redes municipais de ensino e busca se consolidar como ferramenta de estimulação cognitiva mais ampla.
🧪 Ciência
Soltar pum é normal, mas quanto? Roupa íntima inteligente tem a resposta
Pesquisadores da Universidade de Maryland criaram a Smart Underwear, uma roupa íntima com sensor que mede a liberação de hidrogênio produzida no intestino. O objetivo é tornar mais precisa a análise da flatulência, que até então dependia principalmente de relatos dos próprios pacientes. Em um estudo com 19 voluntários saudáveis, o dispositivo apontou média de 32 episódios de gases por dia, acima da estimativa anterior da literatura médica, que variava entre 10 e 20.
Em outro experimento, o sensor identificou aumento na produção de gases após mudança na dieta, com 94,7% de sensibilidade. A próxima etapa é criar um “atlas da flatulência”, cruzando dados de alimentação e microbiota para identificar possíveis intolerâncias. Especialistas alertam que gases acompanhados de inchaço e odor muito forte podem indicar problemas como intolerância alimentar ou síndrome do intestino irritável e devem ser avaliados por um médico.
SE LIGA:
📻 Para Ouvir
Fome - Djonga
Em “FOME”, Djonga usa uma palavra simples e transforma em algo muito maior. A fome, que antes era necessidade, vira vontade de crescer, conquistar espaço e provar que dá pra ir além. Ele fala sobre subir na vida sem esquecer de onde veio, mostrando as contradições de quem precisa se adaptar para sobreviver — mas sem perder a própria identidade. No fim, a música deixa claro: essa fome não é só sobre falta. É sobre movimento, ambição e o impulso de continuar.
🎬 Para Ver
Justiça Artificial
Em uma Los Angeles futurista, um detetive é acusado de assassinar a própria esposa e tem apenas 90 minutos para provar sua inocência diante de uma inteligência artificial responsável por julgar o caso — sistema que ele mesmo ajudou a criar. Enquanto tenta desmontar as evidências que o incriminam, o relógio corre contra ele em um tribunal totalmente automatizado. Dirigido por Timur Bekmambetov, o thriller de ficção científica coloca em xeque a promessa de imparcialidade dos algoritmos e os riscos de entregar decisões judiciais a máquinas.
📚 Para Ler
A startup enxuta: Como usar a inovação contínua para criar negócios radicalmente bem-sucedidos
De Eric Ries, o livro propõe uma forma mais prática de tirar ideias do papel e transformá-las em negócios, especialmente em cenários de incerteza. Em vez de apostar tudo em um grande plano inicial, a proposta é testar hipóteses aos poucos, colocar versões simples do produto no mercado, ouvir os clientes e ajustar a rota com base em dados reais. A inovação deixa de ser um salto no escuro e passa a funcionar como um ciclo contínuo de experimentar, medir e aprender. O método pode ser aplicado tanto por startups quanto por empresas já consolidadas que precisam se adaptar a mudanças rápidas no mercado.
A coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de que algo é mais importante do que o medo.
- Ambrose Redmoon
Leia a edição anterior ✨
No fim, amadurecer talvez seja isso: sustentar a própria verdade mesmo quando ela contraria expectativas. Nem todo recomeço faz barulho, nem todo ponto final é dramático — alguns são apenas necessários. Há uma coragem silenciosa em escolher o que te expande e soltar o que já não acompanha quem você se tornou.
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Até a próxima!






